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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

O momento da mudança (2)


Se dependesse unicamente de você, o que você mudaria em sua vida?

A decisão de promover uma mudança que vise o aprimoramento de nossa existência é um fruto que amadurece em tempos diferentes na árvore da vida de cada um. Para algumas pessoas, o senso do desafio motiva a mudança de forma mais incisiva. Para outras pessoas, o senso da segurança obriga que os passos sejam lentos e em terreno bem firme.

Aceitando ou não, a vida está em constante movimento. Nosso próprio corpo se renova seguidamente. Quando olhamos para alguém hoje, e novamente a olharmos dentro de um mês, já não veremos a mesma pessoa, uma vez que todas as células da pele dessa pessoa terão sido substituídas por novas células. Em média, a cada 8 anos nosso corpo se renovará 100%.

Qual seu estado almejado? Procure imaginar esse estado como se fosse uma imagem em movimento, como um vídeo de alguns segundos.  O que há nessa imagem? Onde é esse lugar? Quais são os detalhes, as cores, os sons, os sentimentos? Quais são as pessoas ao seu redor? Tenha essa imagem bem clara, pois é ali que você almeja estar após passar pelo processo de mudança.

A clareza dessa imagem é o que determina os passos a serem dados. Por mais que sejam mudanças provenientes de nossa própria iniciativa, elas vão gerar desafios de diversos níveis, uma vez que, necessariamente, o que buscamos estará fora da nossa zona de conforto. Caberá a cada um dar o primeiro passo em sua jornada para entrar no quadro da imagem do estado almejado.

Sair da chamada "zona de conforto", que na verdade pode nem ser tão confortável assim, mas que pelo menos é conhecida, talvez seja o movimento que mais dispenderá energia. Promover a mudança é caminhar rumo ao desconhecido. É encarar nossas sombras e crenças limitantes. Porém, é apenas nesse caminhar que nosso mapa vai se ampliando, que vamos conhecendo e nos conhecendo mais. Que nossos valores se destacam. Que nossa identidade se revela.

Por vezes, promover uma mudança pode ser algo que pode parecer pequeno, como mudar pequenos hábitos nocivos em nossas rotinas. Outras vezes, mudar significa defender o valor de sua própria vida, que pode estar se esvaindo em uma vazia e melancólica sub-existência. 

"Ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois quando nele se entra novamente, não se encontra as mesmas águas, e o próprio ser já se modificou." Palavras do grande filósofo Heráclito.


Inspire-se na imagem de seu estado almejado. Planeje. Verifique o impacto de sua mudança ao seu redor. Promova a mudança. Seja melhor. Seja grato.


Desejo que você consiga alcançar a imagem almejada o quanto antes. E que, para isso, promova as mudanças necessárias que dependem de você.


E que são de sua inteira responsabilidade.


Assumir essa responsabilidade pode ser a maior mudança a ser promovida.


Grato pela confiança,

Marcelo Pelissioli



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O momento da mudança (1)

Se aparecesse na sua frente um grande botão vermelho escrito "surpresa", que indicaria uma mudança em sua vida, você o apertaria?

"Nada é permanente, exceto a mudança". Como as palavras de Heráclito chegam a você? Como uma bênção ou como uma ameaça?

Existem as mudanças geradas a partir de nossa própria iniciativa. Nessas, buscamos passar para um estado melhor das coisas. Tornar-se o proprietário de um carro, comprar uma casa nova, passar a morar com alguém ou mudar de emprego são alguns exemplos. E existem também as mudanças geradas pelo fluxo dos acontecimentos. Nesses casos, não há um controle inicial do processo, como um revés financeiro, uma demissão ou a perda de um familiar.

Em quaisquer dos casos, um processo de Coaching foca a mudança em si e inspira o cliente a definir estratégias para que se trabalhe com a mudança, ao invés de se trabalhar contra ela, uma vez que se evidenciam primeiramente os aspectos pessoais no que toca a mudança, nas formas que as pessoas envolvidas na mudança se comportam, pensam e agem.

Nesse artigo, vou enfatizar o tipo de mudança imposta sobre nós, Aquela que não escolhemos. Aquela que ocorre mesmo sem apertarmos o botão vermelho.

O livro Sobre a Morte e o Morrer, de Elizabeth Kübler-Ross (Martins Fontes, 2008, 9a. ed.), que apesar da temática da morte, vem sendo utilizado também nos ambientes corporativos nas questões de resistência nas mudanças estruturais das empresas, traz o seguinte modelo no que se refere às mudanças não planejadas:

A linha refere-se a uma maior (topos) ou menor (pontos mais baixos) condição psicológica de se lidar com os eventos indesejados. De uma situação inicial (status quo, o terreno conhecido), para a ocorrência da mudança, o comportamento mais comum é que se procure manter essa situação mesmo após a mudança acontecer, uma vez que a condição já é familiar, e assim, teoricamente "segura". Quando se percebe que o status quo mudou em definitivo, ocorre o choque e os sentimentos de medo do desconhecido, em maior ou menor grau. A curva artificialmente se eleva quando se inicia o processo de negação, um momento de resistência onde procuram-se culpados pela nova situação, e quando parece ser suficiente que se resista àquela novidade para que ela não exista. As pessoas apresentam uma falsa percepção de como lidar com aquele momento.  Este, aliás, é um comportamento que pode solidificar-se em algumas pessoas, refreando-as de aprendizados com esta ou outras mudanças na vida. Superada essa etapa, segue um processo de queda da linha, onde ocorre a conscientização de que a o status quo não é mais o mesmo que o inicial, podendo ser o momento mais desafiador da mudança, uma vez que as pessoas podem começar a questionar suas próprias capacidades de lidar com a nova situação.  E a depressão costuma morar nessas redondezas.

O momento da virada se dá quando ocorre a aceitação da mudança. As pessoas tomam responsabilidade pessoal sobre como encarar a mudança e deixam de resistir e permitem-se aprender com o fato novo. A partir de então, pela observação de exemplos e pelo aprendizado que a nova postura gera, a pessoa passa a ascender na curva, integrando novas capacidades e habilidades que a experiência da mudança lhe causou, iniciando um novo status quo.

De modo geral, as pessoas emergem desse mergulho psicológico mais flexíveis e com novos conhecimentos, uma vez que precisaram aprender a desenvolver habilidades para lidar com o novo estado das coisas. A autopercepção das competências das pessoas que chegam a esse patamar cresce, e muito, assim como sua própria força psicológica.

Conhecer a si mesmo é fundamental a fim de gerar resiliência suficiente para que o intervalo entre o primeiro e o último status quo do processo ocorra de modo mais linear, com o menor geração de stress possível. Para isso, aliar a sabedoria de quem de fato você é, quais são seus valores, suas crenças e suas capacidades com as novas situações é fundamental para que o medo que as mudanças não planejadas trazem nos paralise.

O medo mesmo pode nem ser das mudanças. Nem das consequências das mudanças. O medo pode, no fim das contas, ser mesmo uma reação ao que conhecemos de nosso mapa mental, que pode estar cheio de pontos cegos e nunca explorados. E exatamente nesses pontos podem estar nossos mais poderosos recursos para se lidar com o momento da mudança.


Grato pela confiança,
Marcelo Pelissioli


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A Cerimônia do Chá

Outro dia, lembrei-me da cerimônia japonesa chamada chanoyu, a famosa cerimônia do chá. E não foi tomando chá. Foi fazendo a barba.

No Japão, a cerimônia do chá é um evento formal onde basicamente um anfitrião recebe convidados para tomar chá. O grande diferencial da cerimônia é a atenção plena a absolutamente todos os detalhes envolvidos. Desde o cultivo das plantas que servirão como chá, até as vestimentas tradicionais, os arranjos de flores, os tipos de louças, os incensos, tudo é preparado com cuidado e esmero. O anfitrião segue um ritual de gestos e frases ao dirigir-se aos convidados. Esses, por sua vez, também têm formalidades a serem obedecidas de modo que a cerimônia siga toda a formalidade e tradição. Todos estão atentos, o tempo todo.

Acredita-se que todos os procedimentos da cerimônia japonesa do chá possam passar de uma centena, de modo que o estudo da cerimônia não acaba nunca. Parte da filosofia envolvida no ritual é que, apesar da tradição e dos formalismos, nenhuma cerimônia conseguirá ser igual à outra.

*   *   *

Estava estreando uma lâmina de babear nova. Todo o cuidado é pouco. Cortar o rosto é bem fácil. 

Conforme uma lâmina de barbear vai sendo utilizada, seu fio vai se perdendo, e uma pressão mais forte precisa ser impressa contra o rosto para o intento de barbear-se. Embora bem leve, essa pressão vai aumentando gradativamente, e não raro os cortes no rosto acabam sendo ocasionados por lâminas já usadas, mesmo. Isso ocorre exatamente pela distração. Por estar no piloto automático. Por não estar presente.

Na ocasião do barbear com a lâmina nova, iniciei um pequeno e cuidadoso ritual. Tudo para não haver cortes no rosto. Passei a espuma no rosto com cuidado, examinei a lâmina nova, percebi que eram na verdade três lâminas em um aparelho. Cheguei a identificar uma estranha beleza no design e no pequeno brilho que as lâminas geraram ao passar pelo ângulo da lâmpada do banheiro. Foram criadas para cortar. 

Fiz a barba lentamente. Devagar. Meu momento. Com atenção plena. 

Últimos retoques. Nenhum fio. Enxáguo o rosto, lentamente, Vejo-me no espelho, mais tempo do que o normal. Nenhum corte. Eu comigo mesmo. Eu presente ali. E naquele momento. E apenas ali, naquele momento. Atenção plena.

Então, lembrei da cerimônia do chá.

*   *   *

Das três dimensões do tempo, o presente seja talvez o que mais requeira atenção para conseguirmos estar nele. Frequentemente, estamos no futuro, nos afazeres do futuro, no que faremos na próxima hora, no próximo final de semana, no próximo mês... devemos ter claro o que é viver nosso planejamento e o que é viver apenas ansiedade. Ou estamos frequentemente no passado. Nas lembranças do que deu errado, nos traumas, nas sombras... também quanto ao passado, é necessário sabermos diferenciar o que é experiência que nos auxiliará no presente e o que é apenas combustível para a fogueira da depressão.

Estar presente no aqui e agora é talvez o princípio fundamental para o alcance das metas que temos na vida. Na verdade, não há outro lugar em que possamos estar que não seja no aqui e no agora. Porém, quando não há atenção plena no presente, isso nos leva a produzir demais sem resultados expressivos, ou não produzir quase nada, com resultados praticamente nulos. No fundo, não viver o presente com atenção é não saber muito bem o que estamos fazendo. 

Não faz muito que estamos nos dando conta disso. Mindfulness. Atenção plena.

Conceito esse que os orientais estão alguns séculos na nossa frente.

Grato pela confiança,
Marcelo Pelissioli

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O salto



Qual é a altura que desejamos chegar? Qual nosso potencial e preparo para superar os obstáculos? Qual é o poder de nosso foco naquilo que temos como objetivos? O quanto acreditamos em nós mesmos?

São com questões assim que inicio esse artigo, inspirando-me em um dos capítulos mais impressionantes dos Jogos Olímpicos de 2016. A final da competição masculina de salto com vara.

Na noite de 15 de agosto de 2016, chegam à final da competição de saltos sete competidores. A cada aumento da altura do obstáculo, aqueles que não a alcançam vão sendo eliminados. E assim foi: 5,50 m, 5,65 m, 5,75 m... quando a marca chegou em 5,85 m, restavam apenas três competidores. O americano Sam Kendricks ficou nessa marca. E conquistou a medalha de bronze.

Restaram dois: o brasileiro Thiago Braz, uma jovem promessa do atletismo, e o francês Renaud Lavillenie, atual recordista mundial, com 6,16 m. A próxima meta a ser batida era a altura de 5,93m. E ambos tiveram êxito em seus saltos. 

O francês mostrava a confiança de quem ainda tinha muito para dar. O brasileiro, apesar de impassível perante os saltos do francês, sabia que estava chegando em seu limite. 5,93 m era exatamente a melhor marca de sua carreira.

Próxima altura: 5,98 m. Lavillenie ousa, e solicita a colocação da barra em altura acima do recorde olímpico. Concentra-se. Faz o movimento de erguer a vara. Corre. Salta. Ultrapassa a barra. E, ainda no ar, em queda livre contra o colchão inflável, comemora a quebra do recorde olímpico, e da consequente medalha de ouro.

O público vibra. Não é à toa que ele é o campeão do mundo. Nesse momento, não há ninguém no mundo melhor que Renaud Lavillenie.

E agora, Thiago? É a sua vez! Vai ter que superar o melhor do mundo, e 5,98 m de altura.

*  *  *

Peço para que o leitor faça uma pequena pausa na leitura desse artigo, agora, e procure colocar-se no lugar de Thiago Braz. Um jovem de 22 anos. Infância conturbada. Tentativa frustrada de vida esportiva no basquete. Lesão que precisou de intervenção cirúrgica dois anos antes, exatamente quando começava a despontar para o esporte. A pressão da competição em seu próprio país. A necessidade de alcançar uma altura que nunca havia saltado, e que, ainda por cima, havia se tornado o novíssimo recorde olímpico. A competição contra o recordista mundial.

Caro leitor: imagine que é você quem vai saltar. Visualize-se. Sinta-se.  Focando no sucesso desse salto que nunca fizeste, procure manter um padrão mental que não leve em consideração nenhum fator que pudesse te sabotar ou desestimular. Que foque única e exclusivamente nesse exato momento. Que não há nada ao seu redor. Consegue seguir focado 100% no sucesso?


                                                                                *  *  *

Thiago solicita a altura a 6,03 m. Ele nunca havia passado dos 6 metros de altura, nem mesmo nos treinos.

Posiciona-se. Concentra-se. Em um movimento seguro, ergue do chão a vara com a clássica pegada pronada. Olhar fixo. Inicia a corrida. Velocidade. Vara no chão. Impulso. Segundos de silêncio no estádio. Cada músculo do corpo solicitado. Volta pela barra feita. Passou o peito. Barra imóvel. Queda livre!!!  Thiago conseguiu!!!

Thiago superou seu limite. Fez o que nunca tinha feito. Chegou a uma altura nunca alcançada. Não só ultrapassou, e muito, sua melhor marca, como quebrou o talvez mais efêmero recorde olímpico, conquistado alguns minutos antes pelo francês. 

Renaud Lavillenie parecia incrédulo. Aquilo podia estar mesmo acontecendo? Tentou mais dois saltos, e não conseguiu igualar Thiago. Seu olhar acusava um duro golpe, um olhar de quem havia perdido a confiança. Seu foco ficou difuso. Reclamou do barulho da torcida nas arquibancadas. Seu treinador chegou a reclamar do sobrenatural e de forças místicas.

Thiago Braz conquistou sua medalha de ouro, é isso que ficará na história dos Jogos Olímpicos. O que este artigo singelamente procura pontuar é o que está por trás dessa conquista. 

Thiago foi treinado pelo ucraniano Vitaly Petrov, mentor de lendas do salto com vara como Sergey Bubka e Yelena Isinbayeva. E ele sabia que estava se preparando da melhor forma que podia.

Thiago, em diversas entrevistas, reconheceu que teve momentos de quase desistência do esporte, principalmente na lesão que teve em 2014, quando caiu de um salto fora do colchão, o que lhe abalou muito não apenas na parte física e motora, mas que minou sua confiança em seguir em um esporte de altura. Apesar disso tudo, também citou a força que sentia da família nesses momentos sombrios, e principalmente de sua espiritualidade.

Thiago estava com foco total no agora, mente limpa e coração leve. "Nesse momento da corrida (para o salto), tento não pensar em nada, em não me distrair com nada, até mesmo com o público", 

Assim, Thiago Braz realizou algo que nunca tinha realizado. Chegou, literalmente, a um lugar mais alto, aonde jamais havia estado. Superou, literalmente, um obstáculo que nunca havia superado. Ele confiou que tinha as condições para o sucesso almejado. Só faltava ir lá e fazer o que tinha que ser feito.

Que o ano de 2017 seja um ano em que alcancemos esse mesmo estado. Que realizemos feitos nunca realizados. Que cheguemos mais alto do que jamais imaginamos. Que superemos obstáculos até então considerados intransponíveis. Que nos conheçamos. E que confiemos plenamente em nós mesmos.

E que, para isso, façamos tudo o que tenha que ser feito para chegarmos lá.


A Inner Selfie expressa toda sua gratidão por esse ano de 2016, com a certeza da evolução de nossas vidas em 2017.

Grato pela confiança,
Marcelo Pelissioli






segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

O leito de morte de nossos sonhos

Um dos exercícios que pratiquei em minha jornada como Coach foi a de imaginar-me em meu próprio leito de morte. O exercício consiste em visualizar-se no ambiente em que você viverá seus últimos minutos, com as pessoas queridas, uma a uma, despedindo-se de você, e você dizendo as últimas palavras a cada uma dessas pessoas. Esse exercício para mim, foi extremo, o mais desafiador que já havia praticado. Bastante pesado. E, na mesma proporção, um dos mais surpreendentes em termos de resultados.

Em um momento derradeiro como o do exercício, o que realmente passa a ter importância? O que fica? Do que eu mais sentiria falta? Como é saber que todas as chances acabaram?  O que eu diria a cada uma das pessoas que viessem me ver pela última vez? Quais sentimentos fariam sentido?

Aliás, O QUE faria sentido?

E meus sonhos e aspirações, aquilo que nem tentei, vão morrer junto comigo? Eles parecem muito mais saudáveis do que eu! Vou me tornar um verdadeiro túmulo de meus sonhos, e enterrá-los vivos dentro de mim? 

*  *  *

Na ocasião da construção da minha primeira casa, havia no terreno um arbusto que é conhecido como espinheira-santa. Muitas pessoas diziam que aquela planta era um chá eficiente contra diversos males do aparelho digestivo, entre eles, gastrites e úlceras. Eu estava feliz com aquele pequeno arbusto no quintal, até que me dei conta que a garagem passaria exatamente sobre a planta, que teria que ser cortada. E foi. E o concreto veio por cima.

Eis que o arbusto de espinheira-santa caiu no esquecimento. Até um ano e meio mais tarde.

Do meio do concreto, pela lateral da garagem, um pequeno broto da espinheira-santa passou um ano e meio forçando e lutando pela sua vida, ziguezagueando espaços na escuridão em direção à luz. Na consciência vital das fortes raízes que ficaram, a planta buscou espaços milimétricos para romper a dureza do concreto, e surgir de volta para o mundo. Ela cresceu. De tempos em tempos eu precisava dar uma podada, mas nunca mais tive coragem de cortá-la. Ela venceu seu próprio túmulo.

Assim são nossos sonhos. Eles se debatem dentro de nós. Eles sabem quem somos e quem podemos ser. Eles também têm uma consciência vital. Eles estão, tal qual o exemplo da espinheira-santa, procurando brechas para chegar à luz. 

*  *  *

Quando o exercício do leito de morte acaba, um sentimento de alívio muito forte tomou conta de mim. "Ufa, eu estou vivo"! E, apenas por me dar conta que eu estava VIVO, percebi a quantidade de coisas que tenho para realizar, de sentimentos bons para compartilhar, de pessoas que tenho HOJE que dizer que amo, que viver a gratidão é uma arte, e que é preciso praticar o perdão, em seu mais profundo senso, começando primeiramente a perdoar a mim mesmo.

Invista, e invista muito, em seus sonhos. Outro dia, ouvi que "a cada sonho abandonado, um anjo fica desempregado"...

Está difícil de "quebrar o concreto e alcançar a luz?"

O Coaching está aí para você.

Grato pela confiança,
Marcelo Pelissioli





terça-feira, 29 de novembro de 2016

Enredado

Como é bom sentir a plenitude de nossa energia vital!

Seja com visões e ações que nos encham o espírito de iluminação, como admirar um nascer do sol na praia, a satisfação de um trabalho bem feito, ou ainda com situações frugais e corriqueiras, como estar em paz diante de uma xícara de café, pão e margarina, ou apenas por rir de algo bobo, mas que nos diverte. Estamos em nosso eixo. Estamos inteiros. Estamos em paz. Estamos VIVOS.

A consciência dessa energia vital e suas possibilidades proporcionam um senso de liberdade capaz de transcender os fatos do dia-a-dia. Assim, se tem a convicção que, por mais desafios que tivermos que encarar na vida, teremos força e flexibilidade suficientes para não esmorecer nunca. O desânimo e o abatimento momentâneos são não mais do que uma merecida retomada de forças para seguir. Apesar da estranheza, tudo está bem.

E consideramos que tudo está bem. Externamente.

Passam-se alguns dias. Algumas semanas. Alguns meses... certo dia, uma mensagem telepática nos surge, não se sabe de onde, gentilmente nos convidando a responder a seguinte pergunta:

"Estou retomando ou desperdiçando minha energia vital?"

Estamos sempre a um passo de sermos capturados por uma rede, tal qual um peixe, e ficarmos presos indefinidamente. Basta não olharmos para nós mesmos, para nossas coisas, nosso interior, nossos sentimentos, nosso próprio fluxo de energia vital.

Presos a sentimentos que não param de gritar em nossas cabeças, impedindo que nossa energia vital se manifeste. Ressentindo fatos que já não servem para nada. Presos a situações e hábitos as quais não mais desejamos, mas que não podemos contar para ninguém. Presos a pessoas que, pelas mais diversas razões, insistimos em manter em nossas vidas. Presos a dependências financeiras que nos tornam escravos de um valor em dinheiro que nunca se alcança. Presos a trabalhos que não estão alinhados com a expressão de nossa mais pura natureza. Presos a nós mesmos, nas limitações que temos. Ou melhor, nas limitações que nosso velho ego insiste que temos.

Então, somos como peixes presos em uma rede. Quanto mais nos debatemos em nossa autocomiseração, mais enredados e sem esperança nos tornamos. E assim, como os peixes. sem mais nenhuma energia vital, morreremos.

Ainda bem que temos escolha.

Diferente dos peixes na rede, chega o momento de responder à pergunta: "estou retomando ou desperdiçando minha energia vital"? Se o caso for a segunda opção, acredite que tudo o que está "prendendo" você em sua realidade pode ser transformado em uma liberdade igualmente real. Não se trata de largar tudo irresponsavelmente.  Trata-se de conhecer-se. Responsavelmente.

Qual o senso mais desenvolvido em você: o senso da segurança ou o senso do desafio?

Não serão as suas "redes" originadas a partir de seu senso menos desenvolvido?

Retomando forças através de uma readequação de atitudes e crenças, ou libertando-se através de uma reconfiguração sadia de mudanças e padrões mentais que respeitam seu senso mais desenvolvido enquanto fortalecem o menos desenvolvido, o importante é sentir, em seu âmago, que há muita vida pulsando, que há muito por fazer, que sua missão nessa vida está em pleno curso, e que cada segundo que se passa é uma gota preciosa de vida que encontrou o mar da memória, e que não retornará. 

Esse misterioso dom que temos chamado VIDA merece ser experimentado em sua mais profunda essência. 

Grato pela confiança,
Marcelo Pelissioli




quarta-feira, 16 de novembro de 2016

As sombras

Um dos livros mais instigantes que cruzou meu caminho nos últimos tempos foi, sem dúvida, "O Efeito Sombra" (ed. Lua de Papel, 2010), de Deepak Chopra, Debbie Ford e Marianne WIlliamson. Nele, os autores definem a "sombra" como " tudo aquilo que não queremos ser, mas somos. É aquele sentimento escondido de todos, e aquele desvio de comportamento que uma pessoa considerada boazinha possui. É o desejo de se entregar ao vício, de explodir, de brigar. É toda a energia que tentamos não ter." Em poucas palavras: a centelha inicial em nossos processos de autossabotagem.

Essas partes obscuras de nosso ser psíquico, em grande parte das vezes, já vêm tomando forma e proporção desde nossas infâncias. De forma geral, as sombras vão ganhando terreno em nossas vidas na medida que agimos para construir uma personalidade que seja aceitável aos outros, mas que não integra todas as nossas dimensões e necessidades de modo satisfatório.

O que dizer das nossas listas de prioridades, de nossa organização, de nossos planos de negócios, da equalização de nossas finanças, ou até mesmo de nossa dieta quando, de repente, fazemos algo que põe tudo a perder: se temos que focar nas prioridades, nos distraímos com coisas sem nenhuma importância. Se precisamos nos organizar, procrastinamos até que não haja mais tempo para nada. Se temos um plano de negócios, nos refugiamos no terreno conhecido do que já temos por medo do insucesso. Se buscamos reorganizar nossas finanças, acabamos fazendo uma compra de algo que, horas, ou às vezes, minutos depois, nos causa apenas arrependimento. Quando decidimos fazer dieta e, após um dia disciplinado de alimentação, atacamos os doces da geladeira cinco minutos antes de ir dormir... as sombras são sorrateiras, e só podem ser combatidas de uma maneira: através de sua aceitação.

Se formos capazes de encarar nossas sombras, em suas mais diversas formas (pessimismo, arrogância, vitimismo, procrastinação, zona de conforto), e reconhecer que elas não são nossas inimigas, mas sim, partes feridas de nós mesmos, e que anseiam por amor e aceitação, alcançaremos a integração daquilo que o livro chama de "self", ou seja, nosso próprio eu da forma mais plena. É com essa integração que nossa luz é capaz de vencer nossas sombras.

Tenho uma imagem mental de que aquilo que chamamos de "zona de conforto" seja um lugar bem sombrio. E sair dessa sombra, em busca de nossa luz, pode ser um exercício desafiador, até mesmo doloroso. E quantos de nós estão aparentemente bastante seguros em suas sombras? Não estariam, na verdade, apenas temendo sua própria luz?

Olhar para essas zonas sombrias de nossa alma tem sido a parte mais impressionante que os processos de Coaching tem me proporcionado. Integrar as sombras e acender as luzes do nosso interior para sermos seres plenos em nossa essência. Cuidando com carinho tudo o que trazemos em nossos corações, renovando esperanças e atitudes com foco em tudo que podemos ser, e aonde queremos chegar.

Grato pela confiança,
Marcelo Pelissioli







quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Minha experiência nos Alcoólicos Anônimos


Parte de minha formação como coach ocorreu visitando sessões dos Alcoólicos Anônimos. Não que eu tenha a doença do alcoolismo. Apenas resolvi entender os sinais que a vida (Deus, Universo, Inteligência Superior, como queira...) estava me enviando. Simplesmente me senti inspirado a visitar as sessões. E a inspiração pode muito bem ser uma mensagem telepática vinda de um futuro almejado.

A história do serviço dos Alcoólicos Anônimos remonta aos Estados Unidos de 1935, quando dois alcoólatras, Bill W. e Dr. Bob se conhecem e, decididos a deixarem o álcool, encontraram, um no outro, um amparo que transcendia os tratamentos da época. Ampliando o escopo do tratamento contra o álcool com elementos espirituais e que prezavam pela responsabilidade pessoal, conseguiram se manter sóbrios e, em pouco tempo, iniciaram o novo modelo de tratamento com outras pessoas que tinham a doença do alcoolismo. Com o passar do tempo, o tratamento foi se refinando, estabelecendo-se passos e tradições, as quais são seguidas invariavelmente da mesma forma em mais de 150 países, atualmente.

Para o A.A., o alcoolismo é uma doença que não tem cura. A própria Organização Mundial da Saúde, desde 1967, considera o alcoolismo uma doença.

Durante minha formação de coach, em minhas leituras, estudos e vivências, um determinado padrão de postura perante a vida começou a se tornar repetitivo. Algo como "tenha coragem de fazer o que depende de você, e saiba aceitar o que não depende de você". Pelo menos, uma vez por dia, esse padrão aparecia. Em um livro, em alguém com quem eu conversava, em algum fato... até que surgiu, já não lembro como, em minha frente, a Oração da Serenidade:


Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária 
para aceitar as coisas que não podemos modificar, 
Coragem para modificar aquelas que podemos, 
e Sabedoria para distinguir umas das outras.


Sinteticamente, esse era o padrão da mensagem telepática que o Universo estava me mandando. E descobri que é com essa era a oração que o A.A. inicia todas as suas sessões.

A partir daí, deu-se o insight: como os Alcoólicos Anônimos promovem a mudança de comportamento naqueles que desejam combater essa doença incurável do alcoolismo em suas bases físicas e espirituais? Como é a dinâmica dos encontros para essa promoção?  De que forma resgatam o ser humano em sua integridade?

"Promover a mudança de comportamento naqueles que desejam"... "ser humano em sua integridade".... "coragem para modificar as coisas que podemos"... Ora, essas são dimensões que o Coaching também trabalha! 

De repente, me vi numa quarta-feira à noite, em meio a pessoas com histórias de vida dramáticas, e que estavam ali em um processo de afirmação de seu propósito de se manterem sóbrios. Estavam se enxergando um nos olhos dos outros, compartilhando de uma mesma situação, e se amparando mutuamente. Tinham o desejo ardente de mudar, e, para isso, contavam com a noção de que uma força superior a eles (que pode ser entendido como Deus, mas não necessariamente) os apoiaria. Tinham um objetivo, e estavam alcançando. Não de uma vez. Mas a cada 24 horas. 

Visitei duas sessões do A.A., onde fui extremamente bem recebido. Todo o processo foi explicado a mim de modo claro e abrangente. Interagi bastante com os participantes. O trabalho é muito sério. Aprendi muito, e sou muito grato por isso. Tenho certeza que sou um coach melhor em relação a mim mesmo por ter tido a oportunidade dessa experiência. 

Vencido o preconceito, vencida a estranheza, vencida a acomodação, tive aprendizados e reflexões sublimes sobre minhas práticas de Coaching, e também, sobre uma das organizações mais admiráveis do mundo, que são os Alcoólicos Anônimos. 

Aceitei a mensagem telepática do Universo.

E você, tem recebido mensagens assim ultimamente?


Grato pela confiança,
Marcelo Pelissioli

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

"Não sei... só sei que foi assim!"

A previsão era de uma semana muito chuvosa. E o pior: de um sábado muito chuvoso.

Organizar uma festa ao ar livre tem como um dos itens a serem arranjados o fato que não esteja chovendo. Além de convites, doces, salgadinhos, bolo e decoração, temos como arranjar também o tempo?

Como diria o Chicó, em O Auto da Compadecida: "Não sei... só sei que foi assim!"

Quando o aplicativo da previsão do tempo que tenho no celular começou a mostrar a previsão para o sábado, sete dias antes da festa, a expectativa era de chuva de terça a sábado, com uma pausa na sexta-feira. Meu primeiro impulso foi pensar positivamente na festa: "não vai chover, e a festa vai ser um sucesso!

Perguntei para minha esposa: "e se chover?". Ela baixou a cabeça e não respondeu. Entendi seu silêncio.

Tínhamos ainda a chance de prorrogar a festa por uma semana, se necessário, mas isso seria bastante prejudicial para nós, uma vez que todos os convidados já tinham confirmado presença, produtos perecíveis já haviam sido comprados, e já tínhamos compromisso marcado para o sábado seguinte. A festa iria ser NAQUELE sábado.

No silêncio da minha esposa, me dei conta que ela também estava em um trabalho mental de positividade com relação ao sucesso da festa de nossa filha. A minha segunda ação mental foi cancelar dos pensamentos a palavra "não". Substituí o "não vai chover", por "vai ter tempo bom para a festa". Isso sim era positivo!. A partir daí, foi um trabalho de cultivo cuidadoso de um padrão de pensamento que vibrasse de tal forma que pudesse proporcionar "um tempo bom para a festa".

Segunda-feira: previsão para sábado: chuva. Padrão de pensamento: ainda faltam seis dias, o tempo vai mudar para um tempo bom. 

Terça-feira: previsão para sábado: chuva. Padrão de pensamento: assim que começar a chover, os dias chuvosos passam, e teremos tempo bom no sábado.

Quarta-feira: previsão para sábado: chuva com trovoadas. Padrão de pensamento (nessa altura já estava mais natural exercer a positividade): como hoje está chovendo, vai chover hoje e talvez amanhã, e haverá tempo bom no sábado.

Quinta-feira: previsão para sábado: chuva com trovoadas. Padrão de pensamento: o tempo vai mudar para um tempo bom (nesse dia confesso que dei uma boa fraquejada, precisei fazer força para manter a vibração positiva).

Sexta-feira: previsão para sábado: chuva das 7 às 11 da manhã, nublado no restante do dia, com chuva a partir da 18 horas. A festa seria das 15 às 18. Padrão de pensamento: muita gratidão, é isso que quero!

Sábado. Chegou o dia. Teria toda aquela energia mental empregada na ideia de uma festa com tempo bom surtido efeito? 

"Não sei... só sei que foi assim!"

Assim... uma ótima festa, com diversão, com crianças sorrindo felizes e pais compartilhando bons momentos com elas. E com nuvens. 

E sem chuva. Absolutamente sem chuva. Pelo menos até às 18:30, quando a chuva finalmente chegou, encerrando a festa. Uma chuva forte, de pingos grossos, mas sem vento ou trovões. Apenas uma chuva que veio para reunir o convidados que ainda lá estavam embaixo do toldo onde estava a mesa do bolo. Para que todos pudéssemos nos despedir com alegria, todos juntos. E logo a chuva passou. E fomos para casa.

Por vezes, a única coisa que está sob nosso controle é exatamente ter FÉ que as coisas encontrarão o melhor caminho. E essa fé precisa ser forte, como um DESEJO ARDENTE, com cores, aromas, sons, texturas e sabores. Exercido e repetido. 

O que estava sob nosso controle foi feito. Positivamente.

Quero com essa história dizer que se não tivesse feito esse esforço de positividade, a festa teria sido prejudicada?

"Não sei... só sei que foi assim!"


Grato pela confiança,
Marcelo Pelissioli


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Meus pensamentos positivos não dão certo


Vivemos o tempo mais avançado da história da humanidade. Temos consciência de muitas coisas que há 100 anos não passariam de uma quimera. Temos muito mais informação. Temos mais competências profissionais. Temos especialistas para qualquer assunto, prontos para oferecer soluções. Avançamos, sim, mas... evoluímos?


Em tempos avançados como os atuais, fala-se da necessidade de paz,  de harmonia, de entendimento, de cooperação  e autoconhecimento, seja entre pessoas ou entre nações, Porem, quais têm sido os resultados efetivos? Bem, qualquer jornal traz essas respostas. E elas não parecem nada alinhadas com aquelas necessidades... pensando bem, a guerra, seja em sentidos literais ou metafóricos, sempre pareceu fazer parte da realidade humana. Será que ninguém está pensando positivo?

Então, qual a base lógica para que entendermos que sim, a paz é desejável, que positivamente se almeja a paz, e como consequência se obtém exatamente o contrário? Ou ainda, em nível pessoal, por mais que eu queira e pense positivamente, não alcance meus objetivos? Não é isso que é a fé religiosa, o conhecimento esotérico, as pesquisas neurocientíficas ou o próprio senso comum têm apregoado? Não é esse o "segredo"? Então, "porque não está dando certo?".

No clássico  Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes,  Stephen Covey nos desperta para a dupla criação de tudo. Para Covey, primeiro, as coisas são criadas na mente. No pensamento. E dá como exemplo um arquiteto, que planeja construir uma casa. Primeiro, toda a casa vai nascendo em sua mente, até virar uma planta. Depois disso, vem o trabalho de transformar esse pensamento em realidade no mundo físico, ou seja, a construção da casa, de suas paredes e telhado. Claro que se poderia construir a casa fisicamente sem que houvesse criação mental. Mas há que custo? Em que tempo? Com qual dispêndio de energia? Com que resultado?  Por outro lado, e a construção mental sem a construção física, levaria a ter como resultado a casa almejada? Bastaria pensar positivo para ter a casa no mundo físico?

Um pensamento positivo sobre a construção de uma casa é um padrão de pensamento. Ou seja, com esse padrão de pensamento, estão se reunindo requisitos para que a construção seja possível. A casa ainda não existe de fato, ela está "em algum lugar do Universo", mas a energia gerada pelo padrão de pensamento propício está também tornando propícia sua realização. 

Pensemos agora em uma semente de um girassol. Pequenina, de forma amendoada acizentada... Pergunto: existe um girassol dentro daquela semente?

E agora, chega de perguntas. Porque meu pensamento positivo não dá certo?

Porque talvez você acredite que haja um girassol dentro daquela semente. Mas não há.

O que existe dentro dessa semente é a vida latente, possível, de um girassol. Existe um padrão energético e orgânico que poderá vir a se tornar um girassol. Mas a única possibilidade desse padrão de vida se tornar efetivamente uma vida é se transformar em um girassol! Esse padrão, a semente de girassol, não poderá se transformar em uma margarida, por exemplo!

Assim é com os padrões de pensamento. Eles são essas sementes, que só podem gerar no mundo físico aquilo que contém neles mesmos, desde que encontrem, para combinar com seus padrões energéticos, padrões de pró-atividade que possibilitem sua criação. A semente de girassol tem que estar na terra, e na terra, tem que atrair água, para que, quimicamente, interaja com seus nutrientes e se transforme em um pequeno broto, que rompa a terra e que, por todos os seus dias, se erga em direção ao sol. Nossos padrões de pensamento, assim, são a primeira e necessária criação daquilo que almejamos. A energia gerada por esse padrão está buscando alocação em ações no mundo físico que possibilitem a segunda e definitiva criação, seja essa criação um objetivo profissional, um bem material, um novo comportamento ou um sentimento de plenitude.

Cuidemos com carinho de nossos padrões de pensamento. Saibamos como lidar com nossos medos e crenças limitantes para que não interfiram tanto nesses padrões. E tenhamos sabedoria para aceitar que, na prática, não podemos ter controle sobre tudo e sobre todos os resultados. Algumas coisas simplesmente não dependem de nós. Mas, ainda assim, naquilo que depende de nós, que demos condições ao Universo de transformar nossos girassóis em girassóis reais, a partir de sementes sadias. De gerar pensamentos positivos que energizarão ações concretas e pró-ativas para alcançarmos nossos objetivos e realizar nossos sonhos. 

Para que nossos pensamentos positivos deem certo.

Grato pela confiança,
Marcelo Pelissioli.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A selfie interior

"Selfie".

A evolução do conceito de autorretrato fotográfico vem, por assim dizer, da própria evolução dos equipamentos de fotografia. Quando as máquinas fotográficas mais populares ainda dependiam de filme, o resultado de uma foto só seria possível após a revelação. Com o advento da fotografia digital, o resultado tornou-se automático, possibilitando a aventura de se tirarem autorretratos sem o medo de que o resultado não fosse satisfatório. Até porque, se fosse, poderia se fazer outra e outra selfie. O neologismo foi considerado a palavra do ano pelos responsáveis pelo dicionário Oxford, em 2013. Popularizou-se, e, atualmente, grande parte dos aparelhos celulares já vêm com câmera frontal para esse fim. Tirar uma foto de si mesmo.

Quando mergulhei nos processos e estudos de Coaching, a impressão que tive era que o autoconhecimento desencadeado pela dinâmica das sessões me fornecia uma verdadeira foto daquilo que estava em todos os lugares da minha alma. E, essa foto, quem estava tirando, era eu mesmo. Uma verdadeira "selfie interior". Sim, porque o Coaching preconiza a responsabilidade pessoal pelos resultados e metas. Não está baseado em visão de mundo de terceiros. Está baseado em reflexão própria, e daí, em ação pessoal.

Como qualquer foto, essa selfie interior traz bem nitidamente os lugares bem iluminados de nossa alma. E, também, como qualquer foto, pode não mostrar com nitidez os cantos mais escuros. O Coaching, sob essa ótica, é  capaz de equilibrar a luminosidade interna para que nossa selfie torne-se harmoniosa, com cores vivas, e capaz de inspirar o movimento em direção aos nossos maiores sonhos e objetivos. 

E essa selfie vai sendo tirada no dia-a-dia, através de reflexão e autofeedback. Trabalhando nossas limitações e fortalecendo nossas potencialidades, até que ela se torne a melhor versão de nós mesmos!

Grato pela confiança,
Marcelo Pelissioli

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Coaching - há séculos na moda



Outro dia, conversando com um conhecido, perguntei-lhe se sabia do que se tratava um processo de Coaching, ao que me respondeu: "sei que é uma coisa que está na moda"...

De fato, para as pessoas que ainda não passaram por um processo de Coaching, ou que tenham apenas ouvido falar, não é de se estranhar que o Coaching soe como algo moderno, sofisticado, caro e..."na moda"! Mal sabem que, de certa forma, determinadas ferramentas de Coaching vêm atravessando os séculos.

O processo, em linhas gerais, envolve um Coach (o profissional do Coaching) e um Coachee (o cliente). Diferente do que o senso comum acredita, o Coach não é necessariamente um "treinador", mas sim, alguém que auxiliará o Coachee a iniciar um processo de autoconhecimento e  movimento em direção a seus objetivos, sejam estes de aspecto pessoal ou profissional. O princípio está na assunção de que cada um de nós já traz em si todos os recursos necessários para atingir seus objetivos, precisando, apenas, descobrir onde estes recursos estão localizados em seu íntimo. Assim, o Coach trará luz ao caminho que levará o Coachee a seu objetivo, sem esquecer que a responsabilidade pessoal por seguir nesse caminho é do próprio Coachee.

Baseado em estudos científicos tão diversos quanto a Andragogia, Neurociência e Neurolinguística, entre outras, um processo de Coaching basicamente se dá a partir do chamado método socrático, que consiste em um diálogo com o Coachee com a função de reflexão e descoberta dos próprios valores e crenças. Assim, apesar de o Coaching ter sido impulsionado no campo esportivo nos anos 70, a raiz do método, por si só, está muito mais profunda do que uma "moda" pode estar.

Os benefícios do Coaching no que toca desenvolvimento pessoal, autoconhecimento, crescimento profissional, senso de liderança, empoderamento e eficiência pessoal e profissional têm sido experimentados por milhares de pessoas ao redor do mundo, derrubando barreiras de crenças limitantes e gerando grandes transformações naqueles que buscam o processo, e o seguem visando suas metas na vida.

Por fim, o Coaching é capaz de proporcionar ao Coachee uma visão integrada de si mesmo, com todas suas limitações e fraquezas, bem como suas potencialidades e talentos. Participar de um processo de Coaching é olhar para si, e desse ponto de vista, para o futuro almejado.  Como proferiu o próprio Sócrates, na Grécia antiga: "Conhece-te a ti mesmo, e conhecerás o Universo e os deuses".

Grato pela confiança,
Marcelo Pelissioli